Doutor em Saúde Pública/UERJ 2011. Mestre em Educação Física/2002. Especialista em Fisiologia do Exercício/2004. Currículo Lattes http://lattes.cnpq.br/9437234819470867 Contato: profcesarmarra@gmail.com @drcesarmarra no instagram
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Meu aluno fazendo HIIT (Treinamento Intervalado de Alta Intensidade) para emagrecimento.
Protocolo: 30 segundos de escada. 1 minuto de intervalo. 8 repetições. INTENSIDADE: extremamente ofegante após cada estímulo. Quando falo em ALTA INTENSIDADE, eu falo isso: FIQUE EXTREMAMENTE OFEGANTE. Em 2 semanas após adaptação, roupa largas no armário. Em breve fotos das roupas. ATENÇÃO: toda precaução que devemos ter com alunos com excesso de peso devido a sobrecarga excessiva nas articulações por conta do elevado peso corporal. Além da sobrecarga cardíaca em sedentários. Pessoas com excesso de peso podem fazer? CLARO que sim. Mas é necessário ter um bom volume de treinamento nos primeiros meses com exercícios de moderada intensidade e maior duração para adaptação neuro muscular. Além disso, para evitar lesões, é importante ter treinos para reforço da musculatura das articulações dos membros inferiores. Geralmente estamos vendo posts aqui no Instagram recomendando o aluno "mandar brasa" nos exercícios DESDE O INÍCIO do programa de treinamento que não tem problema nenhum. Nunca concordei, não concordo e nunca vou concordar com isso. Sempre recomendo uma BOA PREPARAÇÃO ANTES de aumentar a intensidade (carga) nos exercícios, para reforço da musculatura e adaptação do aluno para aumento das cargas futuras. Todos já sabem que eu trouxe para o Brasil a ideia de que exercícios de alta intensidade EMAGRECEM mais do que os exercícios de moderada intensidade. Isso foi fruto do meu mestrado em Educação Física realizado em 2002. Mas o artigo foi publicado apenas em 2005. Para que tiver interesse em ler o estudo completo, o artigo FREE está publicado no Journal of Exercise Physiology no link: http://www.asep.org/files/martim.pdf ou digite no google: jeponline marra que você vai achar o artigo. Procure um profissional de Educação Física para uma ótima periodização. #30tododia #obesidade #emagrecimento #hiit
Quem nunca ouviu aquela piadinha sem graça para quem está com aquela gordurinha a mais: ESTÁ ASSIM PORQUE NÃO FECHA A BOCA!!!
Será que isso é verdade? Quem é o mais responsável pela obesidade: A MÁ-ALIMENTAÇÃO ou a falta de ATIVIDADE FÍSICA? A ideia popular de que o EXCESSO DE PESO RESULTA DA MÁ-ALIMENTAÇÃO não tem mais suporte na literatura científica. Alguns estudos que já foram altamente citados e que comprovaram que as pessoas obesas COMIAM ATÉ MENOS do que as pessoas não-obesas mas as pessoas obesas eram muito MAIS INATIVAS do que as não-obesas (Shah & Jeffrey, 1991). Hutson et al relataram que 161 adultos tiveram um média de ingestão calórica menor para o grupo de maior percentual de gordura. Stefanik et al., comprovaram que meninos obesos gastavam menos energia em exercícios do que os meninos não-obesos. Portanto quando ouvirem a piadinha: ESTÁ ASSIM PORQUE NÃO FECHA A BOCA, retruquem e falem; ESTÁ ASSIM PORQUE NÃO FAZ EXERCÍCIO FÍSICO REGULARMENTE!!! Observação importante também é que venho sempre postando são os PROBLEMAS das DIETAS de baixíssimas calorias na redução da MASSA MUSCULAR e consequente redução do metabolismo, diminuindo-se o gasto calórico e posterior REGANHO da gordura corporal (efeito sanfona). Além disso, é de fundamental importância, a CONSCIENTIZAÇÃO dos pais para a prática de exercícios físicos na infância e adolescência e deixarem os vídeos-games um pouco de lado. Em breve a matéria estará disponível na página do @30tododia Shah, M; Jeffrey, R W. Is obesity due to overeating and inactivity, or to a defective metabolic rate? A review. Annals of Behavioral Medicine, v.13, p.73-81, 1991. Hutson et al. Measures of body fat and related factors in normal adults. J Am Dietet. Assoc, 47:179, 1965. Stefanik et al. Caloric Intake in relation to energy output of obese and non-obese adolescent boys. Am J Clin Nutr 7:55:1959.#30tododia #obesidade #emagrecimento
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Por que o HIIT emagrece mais que os aeróbicos?
Todos já sabem que eu trouxe para o Brasil a ideia de que exercícios de alta intensidade EMAGRECEM mais do que os exercícios de moderada intensidade.
Isso foi fruto do meu mestrado em Educação Física realizado em 2002. Mas o artigo foi publicado apenas em 2005.
Para que tiver interesse em ler o estudo completo, o artigo FREE está publicado no Journal of Exercise Physiology no link:http://www.asep.org/files/martim.pdf ou digite no google: jeponline marra que você vai achar o artigo.
Mas então por que os exercícios de alta intensidade emagrecem mais do que os exercícios de moderada intensidade?
Basicamente por que a ALTA intensidade proporciona muito MAIOR GASTO CALÓRICO após o término do que os de menor intensidade.
Mas por que acontece isso?
Com exercícios físicos de INTENSIDADE BAIXA A MODERADA, como os realizados pela maior parte dos indivíduos com o propósito de controle do peso corporal, a contribuição do metabolismo de recuperação para o gasto energético total é provavelmente MUITO PEQUENO, pois a RECUPERAÇÃO DE TAIS EXERCÍCIOS É MUITO RÁPIDA.
Para Westerterp, após um exercício muito intenso, o metabolismo permanece elevado após o término da atividade. Esse fenômeno foi denominado como débito de oxigênio, sendo atualmente denominado Consumo Excessivo de Oxigênio do Pós-exercício (EPOC). O retorno da taxa metabólica de volta ao nível pré-exercício pode exigir vários minutos após um exercício leve como a caminhada; VÁRIAS HORAS OU DIAS APÓS EXERCÍCIOS DE ALTA INTENSIDADE.
O chamado equilíbrio energético pós-exercício ocorre em razão de os esforços físicos, durante sua ação, necessitarem de respostas metabólicas que venham a mobilizar os substratos energéticos necessários à produção de ATP, que muitas vezes pode alcançar valores 10 a 15 vezes maiores do que os índices de repouso. No entanto, após sua realização, é necessária quantidade significativa de energia, com o objetivo de: 1)recuperar os níveis de fósforo-creatina; 2)repor as reservas energéticas; 3)atender a mais elevada síntese protéica dos músculos; e 4)restabelecer os níveis hormonais alterados pelos esforços físicos (Van Baak).
#30tododia
Isso foi fruto do meu mestrado em Educação Física realizado em 2002. Mas o artigo foi publicado apenas em 2005.
Para que tiver interesse em ler o estudo completo, o artigo FREE está publicado no Journal of Exercise Physiology no link:http://www.asep.org/files/martim.pdf ou digite no google: jeponline marra que você vai achar o artigo.
Mas então por que os exercícios de alta intensidade emagrecem mais do que os exercícios de moderada intensidade?
Basicamente por que a ALTA intensidade proporciona muito MAIOR GASTO CALÓRICO após o término do que os de menor intensidade.
Mas por que acontece isso?
Com exercícios físicos de INTENSIDADE BAIXA A MODERADA, como os realizados pela maior parte dos indivíduos com o propósito de controle do peso corporal, a contribuição do metabolismo de recuperação para o gasto energético total é provavelmente MUITO PEQUENO, pois a RECUPERAÇÃO DE TAIS EXERCÍCIOS É MUITO RÁPIDA.
Para Westerterp, após um exercício muito intenso, o metabolismo permanece elevado após o término da atividade. Esse fenômeno foi denominado como débito de oxigênio, sendo atualmente denominado Consumo Excessivo de Oxigênio do Pós-exercício (EPOC). O retorno da taxa metabólica de volta ao nível pré-exercício pode exigir vários minutos após um exercício leve como a caminhada; VÁRIAS HORAS OU DIAS APÓS EXERCÍCIOS DE ALTA INTENSIDADE.
O chamado equilíbrio energético pós-exercício ocorre em razão de os esforços físicos, durante sua ação, necessitarem de respostas metabólicas que venham a mobilizar os substratos energéticos necessários à produção de ATP, que muitas vezes pode alcançar valores 10 a 15 vezes maiores do que os índices de repouso. No entanto, após sua realização, é necessária quantidade significativa de energia, com o objetivo de: 1)recuperar os níveis de fósforo-creatina; 2)repor as reservas energéticas; 3)atender a mais elevada síntese protéica dos músculos; e 4)restabelecer os níveis hormonais alterados pelos esforços físicos (Van Baak).
#30tododia
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Posso já iniciar um programa de treinamento e já "mandar brasa"?
Superinteressante a reportagem do globo repórter da última sexta-feria.
Somente hoje consegui assistir.
Quem desejar assistir é só ir no site e procurar. Está liberado.
O que eu venho sempre falando aqui nos posts: o CUIDADO que temos ter com alunos com algum problema articular, excesso de peso, hérnia de disco, condromalácia, ... Geralmente estamos vendo posts aqui no Instagram recomendando o aluno "mandar brasa" nos exercícios DESDE O INÍCIO do programa de treinamento que não tem problema nenhum. Nunca concordei, não concordo e nunca vou concordar com isso.
Colocam 1 artigo científico qualquer e generalizam para a população.
Vamos ter bom senso.
Sempre recomendo uma BOA PREPARAÇÃO ANTES de aumentar a intensidade (carga) nos exercícios, para reforço da musculatura e adaptação do aluno para aumento das cargas futuras.
Importantíssimo a fase de treinamento do CORE.
Parabéns ao Professor da reportagem.
Parabéns a edição a reportagem por alertar a população a procurar um bom profissional de Educação Física.
E sempre recomendo a motivação para a manutenção do programa para que os problemas não voltem.
#30tododia #obesidade #emagrecimento #qualidadedevida
Somente hoje consegui assistir.
Quem desejar assistir é só ir no site e procurar. Está liberado.
O que eu venho sempre falando aqui nos posts: o CUIDADO que temos ter com alunos com algum problema articular, excesso de peso, hérnia de disco, condromalácia, ... Geralmente estamos vendo posts aqui no Instagram recomendando o aluno "mandar brasa" nos exercícios DESDE O INÍCIO do programa de treinamento que não tem problema nenhum. Nunca concordei, não concordo e nunca vou concordar com isso.
Colocam 1 artigo científico qualquer e generalizam para a população.
Vamos ter bom senso.
Sempre recomendo uma BOA PREPARAÇÃO ANTES de aumentar a intensidade (carga) nos exercícios, para reforço da musculatura e adaptação do aluno para aumento das cargas futuras.
Importantíssimo a fase de treinamento do CORE.
Parabéns ao Professor da reportagem.
Parabéns a edição a reportagem por alertar a população a procurar um bom profissional de Educação Física.
E sempre recomendo a motivação para a manutenção do programa para que os problemas não voltem.
#30tododia #obesidade #emagrecimento #qualidadedevida
Motivação
Força de vontade. Disciplina. Motivação. Boa semana a todos. #30tododia#obesidade #emagrecimento #motivação
Confira seu percentual de gordura.
Sempre venho postando aqui sobre a importância de se realizar uma avaliação da composição corporal para se verificar quais as alterações estão ocorrendo com o processo de emagrecimento.
Segundo Pollock e Wilmore, as classificações são de acordo com a idade. Por exemplo: para homens de 18 a 25 anos. Ruim:de 20 a 25%G e Muito Ruim: de 26 a 36%G.
E para mulheres de 18 a 25 anos. Ruim: de 29 a 32%G e Muito Ruim: de 33 a 43%G.
Lembrando que essa foto é apenas um referencial. Siga a sua avaliação.
Portanto, procure um profissional capacitado para realizar uma avaliação da sua composição corporal antes e a cada 3 meses para o acompanhamento do tratamento.
Através de uma prescrição do exercício adequada aliado a um plano de reeducação alimentar, os melhores resultados são observados conforme venho postando aqui.
Lembre-se: ao se buscar uma melhor saúde e qualidade de vida, a estética vem de brinde.
Referência: Heyward, V. , Stolarczik, L. Avaliação da Composição Corporal Aplicada. Manole, 2000.
#30tododia #obesidade #emagrecimento
Segundo Pollock e Wilmore, as classificações são de acordo com a idade. Por exemplo: para homens de 18 a 25 anos. Ruim:de 20 a 25%G e Muito Ruim: de 26 a 36%G.
E para mulheres de 18 a 25 anos. Ruim: de 29 a 32%G e Muito Ruim: de 33 a 43%G.
Lembrando que essa foto é apenas um referencial. Siga a sua avaliação.
Portanto, procure um profissional capacitado para realizar uma avaliação da sua composição corporal antes e a cada 3 meses para o acompanhamento do tratamento.
Através de uma prescrição do exercício adequada aliado a um plano de reeducação alimentar, os melhores resultados são observados conforme venho postando aqui.
Lembre-se: ao se buscar uma melhor saúde e qualidade de vida, a estética vem de brinde.
Referência: Heyward, V. , Stolarczik, L. Avaliação da Composição Corporal Aplicada. Manole, 2000.
#30tododia #obesidade #emagrecimento
Agenda lotada e sem tempo para fazer exercício?
Permanecer MUITO TEMPO na academia ou nos parques para o EMAGRECIMENTO parece que é o principal motivo de ABANDONO ao programa de exercícios, principalmente pela falta de tempo da população: correria do dia a dia, trânsito, altas horas de trabalho, ...).
Tendo em vista fatores como a falta de tempo, a prescrição de exercício poderia ser sugerida com mais otimização do tempo (Skinner, 1993).
Estudos revelaram que o gasto calórico deve estar situado entre 100 e 2.500 Kcal por semana para ocorrer a perda de peso (Klem et al. 1997).
Diante disso, se o exercício físico for realizado em intensidade moderada, o nível de energia acima irá requerer aproximadamente de 200 a 500 minutos por semana, ou seja, de 40 a 70 minutos por dia.
Sendo, portanto necessárias novas estratégias para ajudar adultos com sobrepeso com falta de tempo (Wing & Jakicic, 2000). Stefanick (1993) relata que várias questões precisam ser respondidas para aumentar a aderência ao exercício físico para poder ser aceita pela população obesa.
Qual o mínimo de exercício físico (intensidade, duração e freqüência) e qual o melhor método para trazer perda de peso com mais eficiência, com mínimo de perda de massa magra?
Marra et al (2005) mostraram que exercícios de MENOR DURAÇÃO e MAIOR INTENSIDADE foram mais eficazes na redução da gordura corporal que os exercícios de longa duração e moderada intensidade.
Dessa forma, exercícios bem prescritos com MENOR DURAÇÃO parecem favorecer a aderência e permanência da população aos programas de treinamento.
Referências:
Marra et al. Effect of moderate and high intensity aerobic exercise on the body composition of overweight men. Journal of Exercise Physiology online (JEPonline) 8: 2, 2005.
Klem, M. L, et al. A descriptive study of individuals successful at long-term maintenance of substantial weight loss. American Journal of Clinical Nutrition , 66: 239-46, 1997.
Stefanick, M. L. Exercise and weight control. Exercise and Sports Science Reviews, 12: 363-97, 1993.
Wing, R.R.; Jakicic, J.M., Changing lifestyle: Moving from sedentary to active.
#30tododia #obesidade #emagrecimento #saúde #faltadetempo#qualidadedevida
Tendo em vista fatores como a falta de tempo, a prescrição de exercício poderia ser sugerida com mais otimização do tempo (Skinner, 1993).
Estudos revelaram que o gasto calórico deve estar situado entre 100 e 2.500 Kcal por semana para ocorrer a perda de peso (Klem et al. 1997).
Diante disso, se o exercício físico for realizado em intensidade moderada, o nível de energia acima irá requerer aproximadamente de 200 a 500 minutos por semana, ou seja, de 40 a 70 minutos por dia.
Sendo, portanto necessárias novas estratégias para ajudar adultos com sobrepeso com falta de tempo (Wing & Jakicic, 2000). Stefanick (1993) relata que várias questões precisam ser respondidas para aumentar a aderência ao exercício físico para poder ser aceita pela população obesa.
Qual o mínimo de exercício físico (intensidade, duração e freqüência) e qual o melhor método para trazer perda de peso com mais eficiência, com mínimo de perda de massa magra?
Marra et al (2005) mostraram que exercícios de MENOR DURAÇÃO e MAIOR INTENSIDADE foram mais eficazes na redução da gordura corporal que os exercícios de longa duração e moderada intensidade.
Dessa forma, exercícios bem prescritos com MENOR DURAÇÃO parecem favorecer a aderência e permanência da população aos programas de treinamento.
Referências:
Marra et al. Effect of moderate and high intensity aerobic exercise on the body composition of overweight men. Journal of Exercise Physiology online (JEPonline) 8: 2, 2005.
Klem, M. L, et al. A descriptive study of individuals successful at long-term maintenance of substantial weight loss. American Journal of Clinical Nutrition , 66: 239-46, 1997.
Stefanick, M. L. Exercise and weight control. Exercise and Sports Science Reviews, 12: 363-97, 1993.
Wing, R.R.; Jakicic, J.M., Changing lifestyle: Moving from sedentary to active.
#30tododia #obesidade #emagrecimento #saúde #faltadetempo#qualidadedevida
Assinar:
Postagens (Atom)





